segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Cultura Corporal do Movimento Humano

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Educação Física: A vertente pedagógica da cultura corporal do movimento humano
OU
100 Parágrafos em defesa da formação única: Subsídios para o debate sobre a reformulação curricular na EsEF-UFRGS


Defino a Educação Física como a vertente pedagógica da Cultura Corporal do Movimento Humano. Mas objetivamente, o que quero afirmar com a expressão Cultura Corporal do Movimento Humano?

Inicialmente devo esclarecer que diferentemente do que sugerem alguns de meus críticos, não tenho a pretensão de propor novidades ou a vaidade de criar um novo conceito. Incluo-me entre colegas com quem, em tempos diversos, partilhei um caminho percorrido e ainda por percorrer. É importante que tenhamos a clareza de que nada na vida está definitivamente pronto, somos gênese, somos seres em construção, somos até a morte, caminhantes a desvendar novas paisagens. A Cultura Corporal do Movimento Humano, tal como percebo, tem suas raízes no Coletivo de Autores que publicou o livro Metodologia da Educação Física em 1992. Compartilho a Idéia que a Cultura
Corporal do Movimento Humano configura-se como um acervo:
Acervo de formas de representação do mundo que o
homem tem produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela
expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos,
esportes (...) que podem ser identificados como formas de
representação simbólica de realidades vividas pelo homem,
historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas .

É evidente que há entre nós diferenças. Percorremos nossos caminhos por estradas diversas, criamos as nossas subjetividades, todavia, tenho a convicção, que tais diferenças não são assim tão significativas como imaginam nossos leitores. Creio que Cultura Corporal (Coletivo de Autores), Cultura Corporal do Movimento (Bracht e Betti) e Cultura Corporal do Movimento Humano (Gaya) estão muito mais próximas do que alguns percebem. Justifico minha opção por Cultura Corporal do Movimento Humano por um conjunto de argumentos muito simples que passo a relatar.

1. Parece que não há divergência significativa quanto ao uso do termo cultura corporal. Está presente em todas as propostas,
2. Acompanho Bracht28 e Betti29 e utilizo cultura corporal do movimento.
Minha justificativa é muito simples. Entendo que cultura corporal é
um conceito muito mais abrangente do que cultura corporal do
movimento. Os estudos, por exemplo, de Marcel Mauss30 e David Le
Breton31 indicam claramente esta diferença. A forma como nos
vestimos, nos maquiamos, nos expressamos, nos apresentamos
publicamente é uma manifestação da cultura, da mesma forma as
tatuagens expressam cultura. Reconheço sem qualquer dificuldade
esta conjectura. Faz parte da cultura o que se manifesta em nosso
corpo o que, por outro lado, não significa que todas essas
manifestações relacionem-se no rol de objetos e objetivos da
Educação Física. Não são de todas essas manifestações que eu
trato quando penso a Educação Física. Eu trato isto sim, das
manifestações corporais que se expressam através dos movimentos
codificados, ritualizados. Um sistema de movimentos
intencionalmente ritualizados Como sugere Betti, formas
culturalmente codificadas32. Dito de outra forma, minha idéia sobre a
cultura corporal do movimento, não inclui pura e simplesmente
todas as manifestações do corpo. São as manifestações do corpo em
movimentos codificados e ritualizados. São: o esporte, a dança, a
ginástica, o teatro, as lutas, as manifestações musicais, o circo, etc.
3. Por fim, apenas pretendi demarcar melhor meu objeto de estudo
quando acrescentei cultura corporal do movimento humano. A razão
é singela. Meus críticos dizem que sou redundante, pois se é cultura,
por consequência, será sempre uma atividade humana. Eles podem
ter razão. Todavia, eu não tenho certeza. Não sofro de
antropomorfismo. Não tenho a convicção de que alguns de nossos
irmãos não-humanos não manifestem de alguma forma cultura. Por
isso, mantenho a expressão cultura corporal do movimento
humano.
Mas, para definir como clareza à Cultura Corporal do Movimento Humano se faz necessário primeiramente definir cultura.

2.1- Sobre o significado de cultura

Ao longo da história homens e mulheres têm produzido conhecimentos e técnicas visando atender seus interesses e necessidades. Como produtos de sua criação fabricaram ferramentas para atender às exigências de sua produção material; armas para a defesa e para a caça. Cultivaram a agricultura e desenvolveram a pecuária. Homens e mulheres dominaram o fogo, inventaram crenças e mitos que deram significados aos fenômenos da natureza, fundaram religiões que os protegem num mundo desconhecido. Através das artes fizeram dos sentimentos expressões visíveis nas rochas, nos utensílios, nas telas e na própria pele tatuada e prolongada por adornos que
lhe atribuem identidade. A linguagem instaurou-se como forma de expressão e comunicação e, homens e mulheres tornaram-se filósofos, políticos, cientistas, literatos, poetas, trovadores...

Assim sendo, compartilho a definição de Claude Lévi-Strauss: é cultura tudo o que, pelo menos, os homens e as mulheres acrescentaram à natureza.

Através da cultura a humanidade rompeu os grilhões dos imperativos da natureza. Enfim, homens e mulheres puderam superar os instintos naturais a ponto de ultrapassarem os determinismos físicos e biológicos. No universo da cultura se configuram construções de sentidos humanos da vida, com modificações da sua forma de expressão em concordância com o contexto
histórico-social e na dependência da força criativa de pessoas e grupos.

2.2- Sobre o significado da Cultura Corporal do Movimento Humano

Formaram-se distintos domínios culturais. Sim! Também no domínio da corporalidade, da mesma forma, homens e mulheres criaram e desenvolveram um conjunto de práticas com diversas formas e sentidos. As danças, os jogos, as lutas, as ginásticas, os esportes, o teatro, o circo, as diversas e inúmeras técnicas de terapias corporais, etc. Enfim, para além de manifestações de sentimentos, motivações, desejos e crenças, homens e mulheres, constituíram um espaço de representação, de comunicação e de expressão corporal. Criaram uma complexa e variada tecnologia corporal que constituem manifestações evidentes de sua Hominescência35. O esporte, a dança, a ginástica, as artes cênicas,... são manifestações culturais diretamente relacionadas às diversas possibilidades de expressão do movimento corporal humano. Enfim, se pode afirmar que homens e mulheres deram sentido e criaram o universo da Cultura Corporal do Movimento Humano.

A Cultura Corporal do Movimento Humano representa a possibilidade teoricamente justificada de demarcar um espaço próprio para as manifestações culturais inerentes ao movimento corporal humano. Um campo de estudos próprio para investigação, a expressão, o ensino-aprendizagem, a promoção de conhecimentos e de discursos sobre as múltiplas manifestações e expressões da corporalidade humana.
Cultura Corporal do Movimento Humano, um campo de estudo, onde o movimento corporal é percebido como local de encontro, ponto de interações permanentes entre o cultural, social e o biológico, tanto no plano das práticas como no das representações. Não obstante, para demarcar com clareza o significado da Cultura Corporal do Movimento Humano como objeto particular de estudo torna-se necessário identificar que manifestações do movimento corporal podem ser percebidas para além dos determinismos da natureza. Portanto, como definimos nas linhas anteriores que a cultura pressupõe tudo aquilo que homens e mulheres acrescentam a natureza, cabe interrogar: que manifestações do movimento corporal humano configuram-se como expressões culturais? Será que todas as manifestações de movimento humano podem ser percebidas como cultura?
Não! É evidente que não. Por exemplo: os movimentos desordenados em uma convulsão epiléptica não se configuram para além de determinismos biológicos. Não traz em sua manifestação exterior qualquer sentido existencial ou simbólico. Pode-se afirmar que os movimentos do corpo físico estão apartados de qualquer intenção simbólica do sujeito. Sim, há ausência de significados, da mesma forma como ocorre nos movimentos reflexos que independem de nosso controle e em situações extremas em algumas doenças neurológicas graves como o mal de Parkinson36. Por outro lado elefantes não dançam e cães não jogam futebol. Como? Já os vi no circo a dar espetáculos e fazerem muitos gols. Não eles não dançam e nem jogam futebol. O elefante, coitado, se move mecanicamente adestrado por estímulo e resposta ao som de uma música. Os cães, por sua vez, correm e saltam atrás dos balões por que foram, da mesma forma, adestrados pelo seu “treinadores” e eventualmente tais balões entram nas goleiras para a alegria das crianças. Mas elefantes não dançam e cães não jogam futebol por que lhe falta o significado existencial de dançar por prazer, por fé ou por estética. Os elefantes não diferenciam um samba de um tango ou bolero. Já os cães sequer sabem a alegria e o significado de fazer um belo gol de “bicicleta” e, tampouco, a tristeza de ver este gol anulado por estar em posição de “impedimento”.
Portanto, conclui-se, e é importante salientar, que a Cultura Corporal do Movimento Humano trata de determinadas manifestações dos movimentos que revelam significado simbólico. São técnicas e tecnologias corporais codificadas com significados e intencionalidades que acrescentamos aos determinismos da natureza. São as formas e os modelos de utilização do corpo humano criadas com o fim de acrescentar à funcionalidade natural e determinista algum sentido existencial e simbólico. São manifestações da Cultura Corporal do Movimento Humano, entre outras, os esportes, as danças, as ginásticas, os jogos, as lutas, o teatro, as manifestações musicais, o circo...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pesquisa revela: 60% dos brasileiros adultos são gordos ou obesos

Problema também está se tornando comum em crianças e adolescentes, mostra levantamento feito pelo IBGE

Bruno Folli, iG São Paulo | 27/08/2010 10:00
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Excesso de peso e obesidade juntos atingem cerca de 60% dos brasileiros adultos. O problema vem crescendo gradualmente nas últimas três décadas e está presente em todas as regiões do país.
Até as crianças têm brigado com a balança. Mais da metade (51,4%) dos meninos e 43,8% das meninas com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso ideal. Isso é o que revela uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada hoje (27) sobre condições nutricionais.
O estudo, chamado de Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), foi realizado com 188.461 pessoas, entre maio de 2008 e maio de 2009.
Gatilho de doenças
O controle do peso tem ganhado cada vez mais destaque nacional e internacional por estar relacionado a doenças graves e fatais. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 25% da população está obesa.
Quem está acima do peso, principalmente os obesos, tem mais chances de sofrer infartos e derrames cerebrais. Mesmo antes destes episódios, o excesso de peso já pode causar diabetes e outras doenças metabólicas.
Estágios do problema
O excesso de peso tem diferentes níveis, separados por uma escala que é associada ao risco de doenças cardiovasculares. No primeiro estágio, chamado de sobrepeso, estão as pessoas com índice de massa corporal (IMC) entre 25 e 29,9 kg/m2. Esse índice é calculado pelo peso (kg) dividido pela altura (m) ao quadrado. A partir de 30 kg/m2, a pessoa se torna obesa.
Desde 1974, a população obesa masculina saltou de 2,8% para 12,4%. Nas mulheres, o índice chega a 16,9%, sendo ambos para brasileiros com idade a partir de 20 anos. No sobrepeso, os números são bem maiores e atingem metade dos homens.
“Estamos vendo esse problema aumentar há 35 anos”, afirma André Martins, analista do IBGE.
O índice era de 18,5% em 1974, passou para 29,9% em 1989, continuou subindo e atingiu 41,4% em 2002, até chegar aos 50,1% de hoje. “O problema está identificado. Agora é preciso estabelecer medidas de combate”, avalia Martins.
Crianças obesas
A obesidade já atinge 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas com idade entre 5 e 9 anos. O índice aumentou 6,5 vezes desde 1974.
“Quanto mais intensa for a obesidade e quanto mais tempo a criança permanecer obesa, maior será a chance dela continuar com o problema”, afirma Mauro Fisberg, especialista em nutrição infantil, e professor da Unifesp.
E com o excesso de peso estão também todas as complicações presentes em adultos obesos – além de outras típicas da infância. “Esse é o problema nutricional mais importante do mundo”, acrescenta o médico.
A obesidade infantil pode comprometer o crescimento da criança. “Ela está sujeita a problemas na coluna, nos joelhos e pode ter pé chato”, enumera o médico. Além das complicações ortopédicas, o lado emocional das crianças também pode ser comprometido.
“Há risco de depressão, de baixa confiança e de bullying”, aponta. E isso justamente no momento em que a personalidade da criança está sendo formada, o que pode gerar um comprometimento profundo e duradouro.
Para piorar ainda mais, o tratamento de crianças acima do peso é bastante delicado. Isso porque o uso de medicamentos deve ser feito com cuidado para não comprometer o crescimento. “Não uso emagrecedores, apenas remédios para controlar colesterol ou triglicérides altos”, afirma Fisberg.
Há casos em que a criança tem excesso de gordura no fígado, o que pode levar à fibroses e até cirrose, na vida adulta. Em outros casos, a criança começa a desenvolver um quadro de resistência insulínica, uma espécie de pré-diabetes.
“É difícil lidar com um paciente assim tão jovem por causa da adesão ao tratamento. Ele não segue a dieta e não pratica exercícios como deveria”, ressalta o médico.
Pode piorar
A prevalência de excesso de peso é menor da adolescência do que na infância. Enquanto 21,7% dos jovens com idade entre 10 e 19 anos está acima do peso, as crianças entre 5 e 9 anos já alcançaram a marca de 34,8%.



Mas esse índice mais positivo na adolescência pode mudar em poucos anos. “Como a crianças de hoje, com excesso de peso, vai se comportar quando for mais velha?”, questiona Martins. Ele diz que não é possível prever o que, de fato, irá acontecer. Mas alerta para a possibilidade de um avanço rápido e devastador da obesidade entre jovens.
Excesso de açúcares e de alimentos gordurosos, além de poucos exercícios, são apontados como as principais causas para a obesidade na infância. É o que afirma a nutricionista Elke Stedefeldt, diretora da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição).
Para ela, boa parte deste problema poderia ser resolvida se os pais fossem mais pacientes com a educação alimentar dos filhos. “Não se deve desistir dos alimentos saudáveis na primeira recusa da criança”, diz ela. Todo alimento deve ser oferecido pelo menos oito vezes até ter certeza de que o paladar daquela criança não irá aceitá-lo.
“Dê o alimentos em momentos diferentes e de formas diferentes. Se a criança não gostou da cenoura crua, tente cozida ou picada junto a outros alimentos que ela já coma”, recomenda.
Às vezes, explica a nutricionista, a criança fez alguma associação negativa com o alimento na primeira vez que ele foi oferecido. “Pode ser que ela estivesse se sentido mal naquele momento, triste por algum motivo, e por isso recusou o alimento. Mas com um pouco de paciência e insistência é possível mudar a situação”, garante a especialista.
Sudeste é o pior
Os problemas nutricionais em crianças estão mais evidentes na região Sudeste, onde 37,9% das meninas estão com sobrepeso e 13,6% já são obesas. O melhor índice foi encontrado no Norte do país, que apresentou 24,7% de sobrepeso e 9,4% de obesidade.
Já entre os adultos, o excesso de peso atingiu quase metade da população em todas as regiões. Destaque para o Sul (56,8% dos homens, 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4 e 48,5% respectivamente).
Os menores índices de sobrepeso para homens estão no Nordeste (42,9%) e para mulheres no Centro-Oeste (45,6%). De um modo geral, excesso de peso e obesidade foram mais frequentes nos domicílios urbanos do que nos rurais.
A renda familiar também influencia a prevalência de excesso de peso e obesidade. Entre as famílias mais pobres, que compõem o primeiro quinto de rendimento, o excesso de peso atinge 36,9% dos homens e 45% das mulheres adultas. Já entre as famílias mais ricas, do último quinto, o excesso de peso acomete 61,8% dos homens e 47,4% das mulheres adultas. A divisão em quintos de rendimento consiste na separação da população em cinco faixas de rendimento, sendo o primeiro quinto a menor e o último quinto a maior.
Fonte: IBGE

terça-feira, 8 de março de 2011

Obesidade infanto-juvenil

Na infancia, a obesidade resulta do modo como os adultos alimentam e educam em termos alimentares as suas crianças e são vários os fatores que facilitam o seu aparecimento.
Falar de obesidade é, antes de mais, deixar claro que a pessoa obesa não é culpada. A obesidade, quanto à etiologia, divide-se em simples ou secundária. Simples quando resulta do excesso da ingestão de alimentos e secundária quando está associada a problemas genéticos ou metabólicos.
Neste artigo iremos debruçar-nos sobre a obesidade simples. A obesidade é o excesso de massa gorda no organismo e esse excesso surge quando a energia ingerida é superior à energia gasta. Assim, a obesidade é uma doença do comportamento alimentar e propícia ao aparecimento ou desenvolvimento de outras doenças. Na infancia, a obesidade resulta do modo como os adultos alimentam e educam em termos alimentares as suas crianças e são vários os fatores que facilitam o seu aparecimento. Eles são:
Hiperalimentação: habitualmente é através do dar comida que se responde ao choro do bebê como muitas vezes ele se cala, o hábito instala-se na mãe (se chora é porque tem fome) e na criança (na incomodidade come-se). Este tipo de hábito tem a tendência para se repetir ao longo da vida.
Aleitamento artificial: há tentação de se juntar maior quantidade de pó e fazer mais leite que o necessário, "obrigando" o bebé a tomar tudo.
Mimar é dar o que não presta: com o intuito de agradar, distrair ou sossegar, os adultos "corrompem" as crianças oferecendo-lhes coisas que fazem mal e causam habituação.
O apelo dos mass media: produtos em embalagens atrativas, com ofertas de jogos, cromos ou autocolantes, agradam às crianças, sendo-lhes muito difícil resistir. Há todo um trabalho que deve ser desenvolvido entre os pais e filhos, no sentido de aqueles ensinarem que nem tudo o que está à venda deve ser adquirido.
Já não há crianças sem preocupações: atualmente as crianças têm muitas atividades que incutem responsabilidade, aumentam exigências e implicam relacionamento. Muitas vezes as crianças descomprimem a ansiedade através do abuso alimentar.
De acordo com os últimos estudos realizados com crianças obesas, os resultados demonstram que a grande maioria prefere produtos muito calóricos, gosta pouco de frutas e de legumes, pratica pouco exercício físico e, geralmente, tem familiares obesos.
A obesidade infanto-juvenil traz consigo algumas complicações:
    somáticas (relativas ao corpo): podem não se sentir nas idades jovens, mas é quase certo que deixam marcas para o futuro;
    psicológicas: a criança/jovem irá desenvolver uma imagem negativa do seu corpo e, por consequência, uma baixa autoestima.
O tratamento implica modificar certos comportamentos e hábitos alimentares da criança/jovem, bem como daqueles que com ela habitam. É importante que o obeso não interiorize as alterações como uma punição. Deve promover-se os seguintes comportamentos:
    prática de exercício físico;
    resolução deconflitos;
    explicar o porquê do consumo e do não consumo de determinados alimentos e/ou produtos;
    fomentar o espírito crítico em relação à publicidade alimentar.
Deve introduzir-se os seguintes hábitos alimentares:
    redução da ingestão calórica;
    aumento do consumo de alimentos ricos em fibras;
    aumento do consumo de água.
É de realçar que a dieta alimentar tem que assegurar as necessidades nutricionais para o pleno desenvolvimento físico e intelectual do indivíduo em tratamento e que este é muito difícil e tem um elevado número de recidivas.


Como referenciar este artigo:Obesidade infanto-juvenil. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-03-08].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$obesidade-infanto-juvenil>.